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Desertificação: 57% do território cearense sofre com processo de degradação do solo


As áreas cearenses que passam por esse processo foram dividas em três núcleos, que somam 13 municípios


Foto Area Degradada- FuncemeÁrea em processo de desertificação, sem parte da vegetação. Foto: Funceme
Caracterizado por um processo de degradação do solo nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, a desertificação é um problema encarado em parte do Ceará. As áreas cearenses que passam por esse processo foram dividas em três núcleos, que somam 13 municípios. Os núcleos são: Irauçuba/Centro Norte; Inhamuns e Jaguaribe.
De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), boa parte dos municípios do Ceará passam por processos de degradação muito grave/ grave (88) ou moderado (18). A gerente do Núcleo de Recursos Hídricos e Ambientes da Funceme, Margareth Carvalho, ressaltou que o fenômeno é característico da região Nordeste, abrangendo parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. “Nos outros estados há outros processos que assemelham, mas não é o mesmo”, disse.
A grave seca de 2012 ajudou no agravamento da situação, como falou a gente. “A vegetação perdeu completamente as folhas, solo ficou nu, houve erosão eólica (com a falta de chuva ocasiona esse tipo de erosão). E as primeiras chuvas acontecem no solo solto e frágil, que vai carreando, causando erosão”, afirmou.
Causas e consequências
De acordo com Margareth, o Ceará tem um histórico de degradação. “Originalmente tem um solo suscetível, pouco raso, com embasamento cristalino. Com chuva, vento e erosão, naturalmente, aparece a rocha e [o solo] perde a camada fértil”, explicou. Ela também afirmou que as causas humanas da desertificação são: maneira do cultivo agrícola, da pecuária, desmatamento desordenado, queimadas em épocas de preparo do solo, manejo incorreto do sola que acarreta a erosão.
Os impactos gerados refletem “na queda na produtividade agrícola, perda de biodiversidade, perda de solo por erosão, assoreamento do rios e reservatórios, migração da população e agravamento dos problemas sociais”.
Como combater?
Margareth apontou que, desde 1992, a Funceme passou a estudar e combater o problema. Mas ele já acontece há muito tempo. Ela explicou que o atual projeto propõe a recuperação de um área piloto, que é muito degradada e está piorando. “Cercamos a área e vamos implementar algumas ações de manejo do solo”, disse. Tudo isso vai acontecer em conjunto com a população, conscientizando-a.
Segundo a gerente, se nada for feito e o clima continuar de forma extrema (muito seco ou com fortes chuvas), a probabilidade de ter mais áreas com desertificação é grande.
Áreas desertificadas
Núcleo I (Irauçuba/Centro): Miraíma, Itapagé, Irauçuba, Santa Quitéria e Canindé.
Núcleo II (Inhamuns): Independência, Tauá e Arneiroz.
Núcleo III (Jaguaribe): Jaguaribe, Jaguaribara, Jaguaretama, Alto Santo e Morada Nova.

Fonte: http://www.jangadeiroonline.com.br

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