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Economia brasileira tem resultados fracos na balança comercial em 2012

 

Saldo do ano ficou em US$ 19,43 bilhões, quase 35% menor que em 2011.
Governo aponta crise financeira e queda no preço de produtos importantes.




Vladimir Netto Brasília, DF
A economia brasileira fechou o ano de 2012 com um dos piores resultados na balança comercial dos últimos dez anos.
Feitas as contas de fim do ano, o Brasil conseguiu fechar a balança comercial no azul, ou seja, vendeu mais para o resto do mundo do que comprou. Mesmo assim, foi o pior resultado dos últimos dez anos.
O saldo comercial do ano ficou em US$ 19,43 bilhões, quase 35% a menos do que em 2011. Ao longo do ano passado, caíram as exportações (- 5,3%) e as importações (- 1,4%). A maior queda foi no comércio com a Argentina, que colocou barreiras aos nossos produtos manufaturados. As vendas para o país vizinho caíram mais de 20%.
Até as vendas para a China, hoje nosso maior comprador, caíram 7%. O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, diz que o resultado da balança poderia ser ainda pior. “É importante destacar que, nesse ano, ocorreu um fato, que é a primeira vez que ocorreu, que houve um atraso nos registros de importação de petróleo. Se essas importações tivessem sido efetivamente registradas, o superávit seria bem menor ainda”, afirma.
O governo aponta várias razões para o resultado da balança, como a crise financeira internacional e a queda no preço de alguns produtos importantes para o Brasil, como minério de ferro, café e açúcar.
“Nós temos também a retração de alguns mercados relevantes para nossas exportações e. em função da crise, há sim uma multiplicação de barreiras protecionistas no mundo”, explica Tatiana Prazeres, ministra interina do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O governo promete continuar lutando na Organização Mundial de Comércio para derrubar as barreiras contra os produtos brasileiros, mas alguns especialistas apontam outro problema: a baixa competitividade da economia brasileira. Acham que, por causa da crise internacional, a queda nas exportações pode continuar em 2013.
“O que faltou ao Brasil foi ter as condições adequadas para ter uma competitividade mais acirrada no mercado internacional. Eu diria que 2013 provavelmente vai ter um comportamento muito parecido em termos de superávit com o que ocorreu em 2012”, diz José Matias Pereira, professor de Economia da Universidade de Brasília (UnB).
 Fonte: g1.globo.com

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