Potengi, verás que um filho teu não foge à luta!

UJS/CE divulga nota contra aumento da passagem de ônibus


Leia a seguir a íntegra do documento:


Com o fim de 2012 o fim do mundo não aconteceu, mas a profecia de fim se apresenta como fim de um ciclo que deixa a vertente de catástrofe dá lugar a uma linha que “prognostica o despertar e o renascimento da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa” (Castellanos, Laura, 2011). O que se viu foram ciclos viciados de decisões e no tardar do ano observamos retrocessos e avanços no jogo democrático das deliberações políticas. Em todo o país 5.564 prefeitos tomam posse com uma renovação de 45% dos prefeitos.

Com os processos democráticos instalados, eleições municipais e posses de representações eleitas pelo voto direto o fim do ano estava garantido em sua plenitude democrática, mas é necessário mais não se pode achar que o ato de votar é suficiente, pois falta o fundamental a população tem que ficar atenta nas tomadas de decisões de seus eleitos, o povo tem que perceber que quem detém o poder é ele por isso não pode deitar em berço esplêndido a espera das próximas eleições. Participando de forma organizada e contínua ele se tornaria um crítico eficaz nas decisões do parlamento com críticas mais positivistas, concretas, e não se deixaria enganar pelos meios de comunicação que vendem informações passadas pelos que hoje se acham no poder. Enfim é preciso mais envolvimento popular na política, os cidadãos não podem de forma alguma pensar que a política é feita apenas pelos políticos, temos que nos perceber agentes ativos, somos nós que detemos o direito do voto e, para o voto ter conseqüência é fundamental se ter consciência política.

Entramos num novo ciclo, foi aprovada pelo Governo da Presidenta Dilma 100% do Fundo Social do Pré-Sal e 10% do PIB para serem investidos na Educação. Ganho político esplendido, mas é necessário que fiquemos atentos para a gestão e assim assegurar uma educação de qualidade para acabarmos com o analfabetismo que atinge quase 13 milhões de brasileiros. Aproximadamente 30 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, a partir de 01 de janeiro de 2013, passarão a receber R$ 678, 00 (Seiscentos e Setenta e Oito Reais), aumento de 9%, enfim começa o ano com uns avanços ali e retrocessos acolá. Avanços foram colocados e o retrocesso mais ardiloso, no descortinar do ano e à surdina, fica a cargo do aumento da tarifa do serviço de transporte coletivo em Fortaleza, a partir do dia 11 de janeiro de 2013 que por decreto (N° 13.049 de 21 de dezembro de 2012) “A Prefeitura Municipal de Fortaleza, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 83, inciso VI, da Lei Orgânica do Município de Fortaleza e Considerando a decisão judicial exarada pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, nos autos da ação de Procedimento Ordinário n° 0049957-08.2012.8.06.0001, que majorou para R$ 2,25 (dois reais e vinte e cinco centavos) o valor da tarifa dos veículos a operarem os serviços de transporte público coletivo regular e alternativo de passageiros do Município de Fortaleza. Considerando que a mencionada decisão foi suspensa, em 12 de dezembro de 2012, pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, nos autos do Pedido de Suspensão de Liminar n° 0132441-83.2012.8.06.0000, requerido pelo Município de Fortaleza.”

As tarifas do transporte coletivo aumentadas em 11%, aproximadamente, muito acima do salário mínimo em 9% os trabalhadores e as trabalhadoras vêem os seus salários corroídos num dos itens mais diretos do gasto diário familiar, o impacto é grande, é um acréscimo de 3%. O aumento da passagem não reverbera no aumento da qualidade do transporte que nem sequer foi colocado na pauta de negociação o respeito ao usuário do transporte público. São vários os problemas enfrentados cotidianamente, somos cientes que pagamos a passagem mais barata do país, mas será que a equação pensada é relacionar o valor com a qualidade do serviço de forma direta?

Alguns dos muitos problemas que nós usuários dos coletivos enfrentamos:

• Falta de acessibilidade no transporte público.
• Frota não corresponde à demanda da população.
• Nos horário de pique ônibus lotados, atrasados.
• O desrespeito com os idosos que são isentos da tarifa.
• Os assentos exclusivos para idosos, gestantes, deficientes e pessoas obesas a desejar.
• Terminais de ônibus com filas quilométricas, desorganizadas, falta de segurança e higienização no espaço.
• Motoristas e profissionais da área de transporte sobrecarregados, um pique de estresse alto devido às exigências dos patrões, carga excessiva de horas trabalhadas, esses trabalhadores não recebem curso de qualificação profissional.

A proposta do então Prefeito Roberto Claudio, para o transporte pública:

• Integrar as linhas de ônibus, metrô e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com bilhete único;
• Implantar o sistema de Transporte Rápido por Ônibus (BRT), criando faixas exclusivas;
• Criar túneis em pontos como as avenidas Aguanambi e a Praça Portugal;
• Construir uma alça expressa ligando o Mucuripe ao Pirambu;
• Implantar um sistema de ciclovias integrado com os demais sistemas de transporte público;
• Transformar a Avenida Perimetral em Via Expressa;
• Efetivar a Avenida Almirante Henrique Sabóia como via expressa através da construção de túneis transversais.
• Tapar todos os buracos de Fortaleza em um ano.

Tudo isso é possível e preciso, certamente trará um impacto positivo para a cidade de Fortaleza e, para a população fortalezense o desafio agora é garantir que Fortaleza tenha o valor da passagem mais barato e que caiba no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, com a qualidade necessária. É justo que o Prefeito Roberto Claudio recorra de tal decisão e possa garantir que continuemos a pagar R$ 2,00 (dois reais) pela passagem inteira e 1,00 (um real) pela meia passagem, que o município possa fazer valer da sua concessão do transporte publico que possa beneficiar o povo e não os empresários que pensam primeiramente no lucro e que, para isso, pressionam os trabalhadores do setor e a prefeitura de forma arbitrária e não transparente, é injusto o aumento da passagem para todos os cidadãos fortalezense e sobre tudo para os estudantes.

Fonte: Blog da UJS/CE

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