Potengi, verás que um filho teu não foge à luta!

Se colocar para votar, o Brasil vai parar!


Reunidos na manhã desta sexta-feira, as centrais sindicais aprovam o Estado de Greve Permanente, além de um conjunto de atividades (ver abaixo), a fim de impedir a votação da Reforma da Previdência Social.
O Secretário Geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, defendeu além do calendário exposto na nota abaixo, a indicação do dia 18/12 como data para paralisar o país e a agenda de desmontes.
A proposta, no entanto, não foi consensual.
“A unidade da classe trabalhadora e das centrais sindicais, para nós, está acima dos nossas divergências. Agora é a hora de diálogo com os trabalhadores e de aumentar a pressão sobre os Deputados”, concluiu Índio.



LEIA ABAIXO A NOTA DAS CENTRAIS:

Centrais Sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar

As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.
A Proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.
Quem de fato goza de privilégios neste País são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos. 
Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.
A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.
A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.
É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.
A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la. 

Calendário de Luta e Mobilização

JORNADA DE LUTAS CONTRA O DESMONTE DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E EM DEFESA DOS DIREITOS 
● Plenária do setor dos transportes segunda feira 11/12 às 15h na sede do sindicato dos condutores de São Paulo para organizar a paralisação quando/se for votada a reforma;
● Pressão sobre os deputados em atividades públicas, aeroportos e no congresso nacional;
● Realização de plenárias, assembléia e reuniões com sindicatos para construir o calendário de luta;
● Dia Nacional de Luta 13/12 contra a reforma da previdência;
● Próxima reunião das centrais dia 14/12;
● Elaborar panfleto e organizar panfletagem esclarecer sobre os riscos da reforma da previdência e disputar a narrativa com a grande imprensa;
● Fazer campanha nas redes sociais contra a reforma da previdência;
● Contruir mobilizações e atos com o movimento social em conjunto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
Adilson Araujo,
presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil 

Antonio Neto,
presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros 

Paulo Pereira da Silva,
presidente da Força Sindical 

José Calixto Ramos,
presidente da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores 

Ricardo Patah,
presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores

Vagner Freitas,
presidente da CUT – Central Única dos Trabalhares

Carlos Prates,
CSP Conlutas – Central Sindical e Popular

Edson Carneiro Indio,
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora 

Ubiraci Dantas de Oliveira,
presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Br

Nilton Paixão,
presidente da Pública Central dos Servidores

SE COLOCAR PARA VOTAR, O BRASIL VAI PARAR!

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INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

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