Potengi, verás que um filho teu não foge à luta!

POBREZA POLÍTICA


Uma das piores mazelas do brasileiro é a pobreza política. Contudo, o que podemos refletir sobre esse termo no atual cenário político nacional? Pobreza política é não saber que não sabe, e pior, se recusar a aprender e conformar-se com o retrocesso (preços de produtos como gasolina, diesel e gás disparando; regalias dos poderes judiciário, legislativo e executivo aumentando; salário e direitos dos trabalhadores encolhendo, sem férias, sem décimo terceiro, sem fundo de garantia e sem uma possível aposentadoria); pobreza política é dar credibilidade as falsas propostas feitas aos menos favorecidos economicamente por parte de candidatos os quais não favorecem os mesmos; é ter preconceito da própria classe, defender uma a qual não pertence e propagar tais atrocidades; é acreditar em Fake News, propagadas em redes sociais sem fundamentação teórica, nenhuma fonte cabível e confiável. 
Professor, Geraldo Batista


Em tempos tão difíceis, as pessoas não ouvem, mas gritam, não dialogam com quem pensa diferente, mas preferem agredir e se fundamentar muitas das vezes com palavras inapropriadas, chegando ao extremo, deixando a emoção e o profundo desconhecimento tomar conta de determinado assunto, autorizando o comportamento emocional coibir a razão, se desconectando da mesma. Neste sentido, ou você controla suas emoções ou suas emoções te controlarão. 
Analfabetos políticos ajudaram a implantar um golpe parlamentar, civil, jurídico e midiático, participando de retrocessos contra o estado democrático de direito. Elegeram um presidente que demostrou ter um profundo desconhecimento da história do Brasil, afirmando não ter existido escravidão, que os negros vinham de boa vontade e, sujeitavam-se a serem escravizados. 
Como seria bom, se os analfabetos políticos no Brasil mudassem a forma de pensar, respeitar e aceitar o ser humano com igualdade, tolerância e dignidade. Como seria bom, se respirássemos de satisfação, por saber que temos sim, uma quantidade considerável de pessoas que têm consciência de classe e respeito aos outros. Só assim, poderíamos acreditar que existem pessoas de bem nesse mundo, às vezes tão nebuloso e obscuro. Como seria bom, se refletíssemos e reconhecêssemos o quanto os movimentos sociais, os sindicatos e partidos de esquerda lutaram e contribuíram para o progresso do país. Como seria bom, se tivéssemos um senso crítico e uma memória social em face de tudo o que acontece de errado. Como seria bom se nas nossas críticas, existissem as autocríticas, afinal como afirma Pedro Demo: “A coerência da crítica está na autocrítica, pois quem não tem autocrítica não pode criticar”. Como seria bom, se todos os professor(a)es discutissem gênero nas escolas. Como seria bom, se a classe discente se preparasse para aprender o significado da vida e a importância de ter consciência de qual o papel da mesma perante a sociedade. Que a luta, os movimentos sociais e os sindicatos não caiam no esquecimento dessa nação, que sejamos críticos construtivos e que jamais tenhamos a ação de praticar o equívoco do “juízo de valor”. 

Geraldo Batista de Castro é pós-graduado em “Metodologia do Ensino de História e Geografia”, pela Faculdade de Juazeiro do Norte-FJN (2017.2). Graduado no curso de licenciatura plena em Geografia, pela Universidade Regional do Cariri-URCA (2015.2). Atualmente filiado no “Grupo de Estudos e Pesquisas Urbanas do Cariri-GEURB” e “Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Classes Sociais, Estado, Ideologia e Revolução”. Trabalha como Professor da Rede Privada de Ensino do Estado do Ceará.

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