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Paulo Freire: mulheres geram renda com confecção de máscaras de tecido





Texto: André Gurjão e Rones Macie
A demanda crescente pelas máscaras de tecido e o combate ao novo coronavírus geraram uma nova oportunidade para beneficiárias do Projeto Paulo Freire. Grupos de mulheres do Cariri se organizam, produzem as máscaras com máquinas de costura, tecidos e materiais de confecção entregues pela iniciativa da Secretaria do Desenvolvimento Agrário e comercializam diretamente com consumidores e até mesmo prefeituras. O resultado é mais trabalho e renda para as mulheres do campo.
“Em média, produzimos 100 máscaras por dia e as vendemos por preços que variam entre R$ 2,00 e R$ 3,00. Firmamos também uma parceria com a Prefeitura de Potengi para a produção de 2.000 máscaras”, comemora Clemilda da Silva, do grupo de mulheres da comunidade rural Sassaré, em Potengi. Clemilda foi contemplada com investimento produtivo em artesanato e recebe Assessoria Técnica Contínua por meio do Instituto Flor do Piqui.
“Comecei a produzir as máscaras por conta da necessidade da minha própria família e das pessoas aqui da comunidade (Sítio Córrego). Já tinha uns tecidos em casa e, na semana passada, me encomendaram 100 máscaras”, narra Antônia da Conceição Alencar Ferreira, também atendida pela Flor do Piqui. A agricultora de Altaneira vende cada máscara a um preço de R$ 2,50 e o produto já chegou até mesmo na cidade do Crato.
O Projeto Paulo Freire é uma ação de combate à extrema pobreza rural por meio da inclusão produtiva e da assistência técnica. A linha de ação atua em 600 comunidades rurais de 31 municípios com os baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Os recursos são garantidos por meio de acordo de empréstimo envolvendo o Governo do Ceará e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Com informações: SDA

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